Minha caminhada

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Olá Meus queridos amigos,


Bom, Sabe Platô?

Bateu em minha porta e entrou de vez.


Pra quem não se lembra o que é Platô, pois já postei aqui no blog... vamos recapitular:

Bom... é o que está acontecendo comigo...
E o que fazer. Acompanhamento. Junto com a Nutricionista e a equipe multidiciplinar pra ver o que está acontecendo e melhorar esse ritmo.

Bom,

Passei bem rapidinho pra deixar um oi.

Até mais.

Beijos!!!

Sil!!!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Saudades!

Olá meus amores,

Saudades...

Como eu queria ter um pouco mais de tempo pra me dedicar a todos;
Como eu queria poder responder a todos os emails;
Como eu queria ter um pouco mais de vida social;

Sei que tudo isso valerá a pena um dia; que todos os sacrifícios não serão em vão; e que em algum lugar do mundo, um dia, estarei com sombra e agua fresca lembrando o quando eu consegui administrar de meu tempo para criar meu império.

Ninguém consegue nada sem um pouco de esforço não é verdade?

Queridos amigos!

Saudades!

Se sintam beijados!

Suka...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Entrevista Parte II

Continuação...


SC* Nesse livro você fez um trabalho de reflexão da aceitação social da obesidade, onde não se enquadra com os modelos de saúde e beleza. Com isso você fez levantamentos bibliográficos muito ricos. Como foi essa escolha?

RA*A idéia de aceitação social é a base da minha discussão no livro. Como o corpo, suas marcas e símbolos podem ajudar ou atrapalhar na nossa aceitação social plena? Como em qualquer cultura, vai se elegendo o que é o natural, o bonito, o correto, o “normal”. Quando estamos crescendo, vamos aprendendo tudo isso, a identificar o magro como bonito, o heterossexual como o normal, etc. Todos nós sabemos identificar esses modelos hegemônicos. No entanto, a diferença está justamente no grau de reflexão dos indivíduos sobre esses fenômenos culturais. O senso comum não reflete, ele reproduz o que está posto como o culturalmente correto. Por que obesos são desqualificados para arrumar um emprego? Porque as pessoas não olham o currículo do individuo, mas sim sua compleição física e o resto não importa. Então, não houve uma reflexão sobre o fato, mas somente uma reprodução da cultura. É isso que tento mostrar no livro, que para se alterar nossa consciência totalmente permeada de modelos culturais é preciso antes se colocar no lugar do outro e vê-lo nos seus próprios valores e não a partir de padrões que só discriminam os indivíduos. Em relação à bibliografia, quando se faz um trabalho desse porte, você precisa estudar e refletir sobre tudo, desde livros de qualquer área de estudo que fale sobre o tema até reportagens na televisão. A base teórica desse estudo foi Goffman com o conceito de estigma e autores que discutem o conceito de identidade.

SC* E sobre estereótipos e Lipofobia que você aborda bastante. Como foi essa pesquisa?

RA*A era da lipofobia já vem algum tempo sendo discutida por alguns autores pelo mundo afora. O medo cultural exagerado da gordura e tudo que ela acarreta motiva indivíduos a realizarem todo tipo de procedimento para não sair ou ainda para se enquadrarem no modelo posto como o bonito ou o normal. Os estereótipos são construídos socialmente e internalizados mentalmente pelas pessoas. O estereótipo da mulher com silicone que os programas de televisão enaltecem faz com que milhares de outras mulheres anônimas corram para realizar também sua cirurgia e em alguns casos pagar em até 24 vezes sem juros. Procuro mostrar muito no livro os estereótipos negativos em relação à obesidade, ou seja, a diferença em relação ao que é posto com natural. Os estigmas acarretam isso. O estigma do excesso de gordura cria uma gama de estereótipos e, consequentemente, uma gama de expressões que visam depreciar as pessoas, como gordão, rolha de poço, preguiçoso, glutão, etc. É só prestar atenção nas piadas do dia a dia que ficamos rindo ou ainda nos programas de televisão e filmes. Percebam que o preconceito em relação ao corpo é muito sutil, parem para prestar atenção nas falas do cotidiano e poderão observar esse fato.

SC* Você fala sobre o antes da cirurgia: o dogma em torno do obeso severo e o pós cirurgia: a reconstrução da identidade. O que as pessoas podem esperar do livro?

RA*Mostrando o antes e o depois, o gordo e o magro, pude fazer várias constatações, essa é a idéia de se fazer ciência. A referência social determinada pela gordura desaparece porque agora você é magro. A reconstrução da identidade vem diretamente ligada à reconstrução do corpo. Então, é lógico afirmar que o corpo produz identidade social, os indivíduos são identificados e categorizados com base em aspectos corporais. Essa é uma constatação científica. Os leitores podem esperar uma leitura sociológica fiel à realidade social, já que as análises partem de entrevistas com pessoas reais, com os dramas reais de suas vidas e muitos dos leitores verão que muita gente pelo mundo passou ou passa pelas mesmas situações sociais que eles. Podem esperar também uma linguagem clara, sem aqueles chatos hermetismos sociológicos extremamente teóricos.

SC* Tem algum trecho do livro que goste mais?

RA*Eu gosto de todo o livro, na verdade sou suspeito para falar. Eu poderia dizer das partes que mais me emocionam que são os relatos dos capitulo 3 e 4, que são os capítulos que tratam diretamente do antes e depois do emagrecimento via gastroplastia. Essas partes me emocionam por dois motivos: O primeiro é que vejo que realmente consegui analisar, dentro do que foi proposto, os dramas reais das mulheres entrevistadas. O segundo porque recebo relatos de leitores e leitoras de todo o Brasil dizendo que se viam ali nas falas colocadas o livro. Isso para um sociólogo é fantástico, pois mostra que a pesquisa conseguiu captar a realidade social e atingir outras pessoas em outros lugares que viveram os mesmos dramas.

SC* Tem algum tema que foi mais difícil abordar?

RA*Algum tema não. O mais difícil para mim foi realizar recorte empírico, porque estava vendo que muita coisa ficaria de fora. Mas, como já disse, tive de enxugar a proposta de análise porque uma dissertação de mestrado exige isso. Na verdade, deixei muita coisa para pesquisar na tese de doutorado, como: a comparação entre homens e mulheres via gastroplastia; comparação do emagrecimento via gastroplastia com outros tipos de tratamentos; comparação com serviço particular de obesidade com serviço público; dentre muitos outros estudos.

SC* Tem algum recado para seus leitores e futuros leitores. Referente ao que encontraram e o que vão encontrar?

RA*Eu te respondo colocando um trecho de um e-mail que recebi de uma amiga e leitora do livro: “O valor de seu livro não se mede, nem se encontra apenas na época de sua criação. Ele se perpetua entre os tempos. Quando você desenvolve a cultura, multiplica o espaço para opiniões que refletem sobre os problemas da sociedade. O autor não é obrigado a mudar a consciência das pessoas e sim fazer da sua obra um instrumento para reflexões embrionárias da transformação comportamental do indivíduo”. Ela conseguiu captar fielmente o que sinto e o que pretendo em relação a este livro, que os leitores utilizem as análises para pensar a sua própria prática social, já que o tema abordado transcende a questão da obesidade e atinge todos aqueles que são vitimas de preconceito e discriminação, e isso só ocorre porque a sociedade elege modelos que ficamos presos neles porque não refletimos sobre eles, rimos das piadas, criticamos quem está fora de um padrão, ficamos curiosos com o diferente, deixamos que o estigma e seus estereótipos negativos tomem conta de nós sem lembrar que chegará um dia em que nós seremos os estigmatizados. Por isso que “só se transforma a consciência quando alteramos a forma de olhar o outro”.

SC*Considerações finais...

RA*Quero agradecer demais Silmara seu contato e seu carinho. E dizer que estou feliz por poder compartilhar um pouco das minhas idéias e análises com seus leitores e leitoras. Para finalizar, deixo um trecho de um texto de José Luis Pardo que está no inicio do capítulo 3 e que sintetiza o nível de reflexão que pretendo atingir com o livro:

“Respeitar a diferença não pode significar deixar que o outro seja como eu sou ou deixar que o outro seja diferente de mim tal como eu sou diferente (do outro), mas deixar que o outro seja como eu não sou, deixar que ele seja esse outro que não pode ser eu, que eu não posso ser, que não pode ser um (outro) eu; significa deixar que o outro seja diferente, deixar ser uma diferença que não seja, em absoluto, diferença entre duas identidades, mas diferença da identidade, deixar ser uma outridade que não é outra “relativamente a mim” ou “relativamente ao mesmo”, mas que é absolutamente diferente, sem relação alguma com a identidade ou com a mesmidade”.

Fim...

Bom, gostaria de agradecer a disponibilidade do autor em responder as minhas perguntas, lembrando que essas perguntas são dúvidas de todos, pois foi um misto de todas as perguntas que recebi em meu email.

Bom... estarei sempre presente porém um pouco distante, pois todos sabem que estou trabalhando e estudando muito, mais não vou deixar de responder aos emails... Obs: deixem de vergonha e publiquem seu comentário aqui no blog ao invés de mandarem pro meu email.


Bom amanhã retorno. passarei o local onde você spoderão comprar o livro...

Beijos!!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Entrevista... Parte I

Pessoal Boa tarde!

Como vão amores queridos?

Bom, antes de começar gostaria de retificar sobre o que foi publicado sobre o autor do livro; Na verdade Seu segundo livro de que é um dos organizadores, foi lançado pela Editora da UCG com o título Goiás e a (pós)modernidade: dimensões e reflexões.

...

Vamos a entrevista.

Silmara Cardoso* Vi no prefácio do livro que seu intuito era estudar a exploração do trabalho infantil. Por que desistiu? Foi desmotivado?

Rogério Almeida*Como sociólogo, eu procuro estudar fenômenos sociais que de alguma forma mexem com meus pensamentos e angústias. O trabalho sobre a “participação do menor no mercado de trabalho” foi realizado como projeto final de graduação no ano de 2002. E com este projeto fui aprovado na seleção de mestrado. Mas, quando iniciei o mestrado em 2003, eu já tinha outras preocupações sociológicas em mente, principalmente àquelas relacionadas ao corpo e como sua apresentação é tão importante em nossas vidas cotidianas. Antes do mestrado, eu também tinha uma cabeça muito quantitativa (estatística), realizando estudos culturais relacionados ao corpo no mestrado, eu saí desse viés e me disciplinei para realizar estudos qualitativos, tentando atingir a subjetividade dos indivíduos. Então, não fiquei desmotivado, estava apenas alçando novos vôos teóricos e metodológicos, que deram muito certo.


SC* Por que optou por estudar sobre o corpo e suas representações sociais?

RA*A todo o momento estamos internalizando significados sociais que ficam em nossa mente. Hoje, vejo que a mudança do meu foco analítico para o corpo se deu de forma natural, ou seja, parei para pensar nas minhas angústias, nos fatos que aconteceram comigo (ser desqualificado por pessoas apenas por usar brinco), que aconteceram com pessoas próximas (discriminação em relação ao corpo obeso), dentre outras. Então, esses fatos que foram ocorrendo em minha vida se afloraram e comecei a me questionar até que ponto o corpo, suas marcas e símbolos podem interferir em nossas relações sociais, seja por um lado bom ou por um lado ruim dessas relações. As representações sociais relacionadas ao corpo podem levar a pessoa do céu ao inferno em poucos segundos. O preconceito e, consequentemente, a discriminação tendo o corpo como o ponto central é muito forte. São representações sutis que passam despercebidas ao senso comum já que tais práticas já foram naturalizadas. Cabe aos cientistas sociais mostrarem cientificamente o que o senso comum acha normal e tentar mexer nas entranhas da cultura para mudar determinadas formas de agir dos indivíduos.


SC* Por que optar pela reconstrução identitária de mulheres que se submeteram a redução de estômago?

RA*Sempre convivi num mundo muito feminino, principalmente na primeira escola em que ministrei aula do ano de 2000 a 2003. Como eu ficava ouvindo as conversas e angústias das colegas de trabalho, fui percebendo empiricamente e teoricamente que as exigências sociais estéticas em relação ao corpo magro das mulheres são bem mais fortes do que em homens. Hoje, esse fato está se alterando com a idéia do homem metrossexual. Mas, mesmo assim observem que culturalmente houve a necessidade de se classificar esse homem preocupado com a aparência e que para isso faz tratamentos estéticos, coisas antes vinculadas somente às mulheres. Então, quando tive o insight de estudar a gastroplastia e depois estudando sobre o assunto, pude constatar que o número de mulheres com obesidade severa é bem maior que de homens e que 80% das gastroplastias da clínica que pesquisei eram de mulheres. Soma-se a isso o fato de que uma dissertação de mestrado é um estudo limitado, fazendo-se necessário realizar recortes empíricos e um desses foi estudar somente mulheres. Na tese de doutorado que estou trabalhando, vou abarcar todas as facetas do fenômeno que tive de deixar de lado no mestrado.

SC* Você entrevistou oito pessoas, todas do sexo feminino que se submeteram a cirurgia de redução de estômago, correto? Antes dessas entrevistas algum outro fato te influenciou para pesquisar sobre o assunto? Sendo que você é um homem magro, e acredito que não tenha passado por preconceitos semelhantes.

RA*Realmente optei por entrevistar oito mulheres, o que é suficiente para o tipo de metodologia científica utilizada na pesquisa. Como eu disse na resposta anterior, fui agregando fatos da minha vida que afloraram num insight sobre a gastroplastia e as representações sociais do corpo. Em relação a uma influência direta sobre a gastroplastia, posso hoje destacar uma grande amiga colega professora que tem obesidade severa e convivi muito com ela, conversávamos muito. É a mesma amiga citada na introdução do livro. Ela começou a emagrecer muito com outros tratamentos e fez cirurgias plásticas, eu acompanhei todo o processo de perto. Então, essa convivência com ela me influenciou diretamente para que essas percepções sociais sobre o corpo aparecessem nas minhas angústias sociológicas. O fato de eu ser um homem magro não significa que eu não possua outras marcas corporais que possam me desqualificar socialmente. Em relação à dicotomia gordo/magro nunca tive problemas. Mas, o corpo carrega outros símbolos que podem atrapalhar a sua aceitação social. Como já citado antes, fui desqualificado socialmente e fui vítima de preconceito por usar um pequeno brinco na orelha esquerda. Roupas que você usa em determinado lugar que outras pessoas julgam inconveniente. Então, a todo o momento estamos sendo avaliados socialmente pelos outros, se temos uma tatuagem e vamos fazer uma entrevista de emprego, já pensamos antes como vamos escondê-la. Por que isso? Porque vivemos na mesma cultura e, dessa forma, sabemos o que vai ou não gerar atitudes de preconceito.


Continua...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Retorno...

Boa Tarde queridos amigos,

Como todos sabem, estou sem tempo de entrar na internet.
Porém farei o possível para dar um pouco mais de atenção a todos.

Aos que prefiram podem me contactar por email: sukabrasileira@hotmail.com.

Bom,

Estou com a entrevista pronta, do livro: Gastroplastia e a reconstrução da Identidade.
Porém só poderá ser feita por etapa, pois foi mais produtivo do que imaginava e acredito que esta entrevista ajude a muitas pessoas, assim como a leitura do livro.

Bom, como sou vou fazer por etapa então vou começar apresentando o autor do Livro:

ROGÉRIO JOSÉ DE ALMEIDA possui Graduação em Ciências Sociais (UFG), Mestrado em Sociologia (UFG) e, atualmente, cursa o Doutorado em Sociologia (UnB), como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Dentre outras experiências profissionais, o autor atuou como docente na UFG e como Coordenador de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão das Faculdades UNIVAR. Com vários artigos publicados anteriormente sobre a temática da obesidade, corpo e cultura, tem como principais focos de pesquisa os seguintes temas: identidade e diferenças culturais, desigualdades, sociologia do corpo e políticas públicas. Seu segundo livro ainda no prelo, de que é um dos organizadores, será lançado pela Editora da UCG com o título Goiás e a (pós)modernidade: dimensões e reflexões.

Bom.

Na proxima postagem apresentarei a entrevista que será dividida em duas partes...

Beijo Grande.

Saudades!!!

Suka!

 
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